quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Why We Get Fat, de Gary Taubes

Why we get fat, de Gary Taubes


3 anos atrás eu estava lendo Why We Get Fat, de Gary Taubes, e fiz os seguintes comentários no Facebook. O livro já foi traduzido. Abaixo os comentários.

Que livro fantástico! Terminei o prefácio e o Capítulo 1.
Algumas pessoas acham que a obesidade é causada por excesso de alimentos e estilo de vida sem movimento.
Gary Taubes mostra que isto está errado. Como? Dando exemplos de várias sociedades em que as pessoas comem pouco, se movimentam bastante, e mesmo assim são obesas:
O Capítulo 2 explica por que é bobagem achar que comendo menos calorias as pessoas irão emagrecer. Várias pesquisas foram realizadas ao longo dos anos e o máximo que se conseguiu foram resultados temporários.

O Capítulo 3 explica porque exercícios não funcionam para o emagrecimento. É porque eles abrem nosso apetite. A pessoa que se exercita mais acaba comendo mais. É fato que as pessoas que se exercitam mais são mais magras, mas elas talvez se exrecitem mais por serem mais magras, e não o contrário.

Também escrevi isto:

Gary Taubes é mesmo fantástico. Se você entende inglês e se interessa pela Ciência da Nutrição (ou melhor, pela FALTA de CIÊNCIA na Nutrição atual), você tem que escutar este podcast.
E coloquei um link para esta palestra com ele

E o trecho abaixo:


"The science tells us that obesity is ultimately the result of a hormonal imbalance, not a caloric one—specifically, the stimulation of insulin secretion caused by eating easily digestible, carbohydrate-rich foods: refined carbohydrates, including flour and cereal grains, starchy vegetables such as potatoes, and sugars, like sucrose (table sugar) and high-fructose corn syrup. These carbohydrates literally make us fat, and by driving us to accumulate fat, they make us hungrier and they make us sedentary."

Mais um trecho:

"our bodies are getting bigger because we’re putting on fat, and so our fuel requirements are increasing. When we get fatter, we also add muscle to support that fat. (Thanks again in part to insulin, which assures that whatever protein we consume is used for repairing muscle cells and organs and for adding muscle, if necessary.) So, as we fatten, our energy demand increases, and our appetite will increase for this reason as well—particularly our appetite for carbohydrates, because this is the only nutrient our cells will burn for fuel when insulin is elevated. This is a vicious cycle, and it’s precisely what we’d like to avoid. If we’re predisposed to get fat, we’ll be driven to crave precisely those carbohydrate-rich foods that make us fat."

Em 28/12/2012 escrevi:

Um capítulo mais fantástico do que o outros.
Nos trechos abaixo, dá para entender um pouco por que a maioria dos médicos e nutricionistas nos passam tanta informação errada.
"Health officials had come to believe that dietary fat causes heart disease, and that carbohydrates are what these authorities would come to call 'heart-healthy.'"
"As a result, doctors and nutritionists started attacking carbohydrate-restricted diets, because they bought into an idea about heart disease that was barely even tested at the time and would fail to be confirmed once it was (as I will soon discuss). They believed it, though, because people they respected believed it, and those people believed it because, well, other people they respected believed it."
"We now know that this is not a medical fact, but the nutritionists didn’t in 1965, and most of them still don’t."

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Pontos de vista evolucionários sobre nutrição, Primal North

Texto escrito na página Primal North em 2012, traduzido por mim.

Seus pontos de vista evolucionários sobre nutrição podem mudar se você considerar o seguinte.
Animais defendem-se por meio de garras, dentes, e bicos. Espinhas, ferrões venenosos, etc... Praticamente todos estes mecanismos de entrega de morte deixam de funcionar após a morte do animal.
As plantas, por outro lado, também têm defesas. No entanto, ao contrário dos animais, quase todas as plantas dependem de um sistema mais tortuoso de defesa. Animais estão na luta pela sobrevivência pessoal, o mais forte vai procriar. As plantas estão na luta pela espécie. Elas "sacrificam um pela equipe." Fitonutrientes? Exemplo perfeito. Não faz nada para salvar a planta quando você arranca-a do chão, mas coma o suficiente ao longo do tempo e sua saúde cai, você não prospera, entretanto, as ditas plantas sobreviventes irmãs continuam a florescer e manter a espécie forte.
Plantas, como forma de defesa, não estão procurando matar você, mas sim enfraquecer sua genética/epigenética.
Escolha seus alimentos vegetais com cuidado, grãos não são o único bicho-papão.







"Seus pontos de vista evolucionários sobre nutrição podem mudar se você considerar o seguinte.Animais defendem-se por...
Posted by Adolfo Neto on Monday, December 17, 2012

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Onde encontrar produtos Low Carb e Paleo em Curitiba?

Nata:
  • Bons supermercados, como Festval (minca marca favorita é a Frimesa, beneficiada em Matelândia-PR), Condor, Big, entre outros
Carne Orgânica:
  • Taurino's no Mercado Municipal - Setor de Orgânicos
Ghee:

  • Chaleira Orgânica (Nunes Machado com a Silva Jardim).


Nozes e Castanhas:
  • Mercado Municipal
  • Várias lojas de produtos naturais

Manteigas não-orgânicas mas de qualidade razoável:
  • No mesmo lugar onde encontro Nata.

Carnes processadas artesanalmente:
PS: Este post está em permanente construção. Quer acrescentar alguma informação? Deixe nos comentários e atualizarei quando possível. H/T para Everaldo Gomes pela ideia.

Praça Oswaldo Cruz

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Trechos do Capítulo sobre Maffetone em Natural Born Heroes, de Christopher McDougall

Destaques nas imagens do meu post no Tumblr.
  1. A diferença entre almoço/jantar e sobremesa acabou.
  2. Devemos comer todas as partes que pudermos dos animais
  3. Pitágoras, o matemático, interessava-se por esportes
  4. Alimentação é apenas parte da equação. Modificar o treinamento também é fundamental.
  5. Quanto tempo leva para aprender a se alimentar? Duas semanas.
  6. Coma a quantidade que quiser durante o teste.
  7. Quando o teste acabar, reintroduza certos alimentos.

Parque Barigui, Curitiba
http://adolfont.tumblr.com/post/133928709437/the-chapter-on-fat-as-fuel-is-excellent

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Dieta low carb NÃO É dieta da proteína!

Acabo de receber um email (ver imagem abaixo) contendo o seguinte absurdo:

A dieta da proteína é a dieta mais eficaz que existe hoje no mercado. Ela permite uma perda de peso rápida, muito rápida na verdade!
Com a dieta da proteína, também conhecida como dieta "low carb" (...)

Em primeiro lugar o erro em focar na perda de peso. O objetivo deve ser sempre saúde.

Em segundo lugar em dizer que "dieta da proteína" é conhecida como dieta "low carb". A Mariana Montezzana, do Blog Vida Low Carb, já escreveu:

Não confunda dieta low carb com dieta da proteína

Mas parece que não aprenderam. Ou não querem aprender (pois estão lucrando com isso).


Trecho do email que recebi

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Panfleto da UTFPR sobre Câncer de Próstata é Baseado em Evidências?

Ontem aconteceu a #Tecnológica, a Feira de Profissões da UTFPR, onde trabalho.

E foi com muita tristeza que recebi o panfleto abaixo, produzido pelo CIMCO Câmpus Curitiba.

Reparem no último item entre os "Fatores Nutricionais x Ca de próstata" (não entendi o "x" nem porque escrever "Ca" e não câncer:

- dieta rica em gordura: favorecem (sic) o ganho excessivo de peso com consequente produção de agentes inflamatórios (ver terceira imagem abaixo)

Em prmeiro lugar o erro de concordância: "dieta" e "favorecem"?

Em segundo lugar (e mais importante): de onde tiraram que dietas ricas em gordura favorecem o ganho excessivo de peso? De algum documento da década de 1970?

A autora do texto é Silvia Eiko Yoshioka, nutricionista da UTFPR. E ela cita como fontes (última imagem) dois sites do governo e quatro sites que não podem ser bases de recomendações vindos de um documento produzido por uma universidade:
Onde estão as referências a artigos científicos? Onde estão as evidências de que "dietas ricas em gordura favorecem o ganho excessivo de peso"?










quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Nossos antepassados viviam pouco? Nassim Taleb comenta

Post para mostrar para aquelas pessoas que dizem que nossos antepassados viviam pouco*.

Tradução parcial e texto original completo abaixo:

"Muitas pessoas ficam dizendo provocativamente que nós tendemos a viver mais tempo do que nossos ancestrais usando a medida mal interpretada da "expectativa de vida". 
Mas "expectativa de vida" não mede a DURAÇÃO da vida das pessoas. 
Ela principalmente diz a você quantas crianças não sobrevivem. Portanto, esforços em reduzir a mortalidade infantil quando esta é alta estendem a expectativa de vida muito mais do que esforços com objetivo de fazer as pessoas viverem mais tempo.
(...)
Se você quer realmente medir quanto tempo as pessoas vivem, use a expectativa aos 40 anos. 
Para aqueles que gostam destas coisas, esta é a ilustração perfeita do belíssimo conceito de ergodicidade.


* Se você não sabe quem é Nassim Nicholas Taleb, leia sobre ele na Wikipédia. Leia também este post sobre o conceito de Via Negativa.

Many people keep boasting that we tend to live longer than our ancestors using the misinterpreted measure of life expectancy.
Life expectancy doesn't tell you how LONG people live.
It mostly tells you how many children fail to survive. So reducing childhood mortality when it is high extends life expectancy much more than efforts aiming at making people live longer. For instance bringing childhood mortality down from 30% to what we have today, close to 0, extends life expectancy by about 25 years --which is the bulk of the gains since the middle ages.
If you want to really measure how long people live, use the expectancy at 40.
For those into these things, this is the perfect illustration of the beautiful concept of ergodicity.





Many people keep boasting that we tend to live longer than our ancestors using the misinterpreted measure of life...
Posted by Nassim Nicholas Taleb on Wednesday, November 4, 2015


Os principais livros de Nassim Taleb esão disponíveis para Kindle: