quarta-feira, 12 de abril de 2017

Diet and CVD: a global perspective, Salim Yusuf (McMaster University)



Vídeo de palestra apresentada no evento Cardiology Update 17. Segundo a programação do evento, a palestra aconteceu no dia 12 de fevereiro, um domingo, às 13:52. Um texto (com o título sensacionalista de Top Cardiologist Blasts Nutrition Guidelines)  resume o conteúdo da palestra e o vídeo completo está acima. 
Fiquei sabendo através do podcast Tribo Forte (episódio 57).






terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Vocês acreditam?

Em 2017 ainda tem gente que diz que gordura saturada é uma gordura "ruim". Assim mesmo, como está escrito.

G.O.R.D.U.R.A R.U.I.M

Veja o print:


É de um texto chamado 10 dicas de alimentação para melhorar seu rendimento físico da Gazeta Esportiva. Não é de um desses sites de fake news não, nem de um blog patrocinado!

Tem mais erros, claro:

O velho mito das 3 horas
Mais um:

Tirar gordura da carne? Comer desnatados?

Mais outro!
Dois litros por dia???

Mas, claro, devemos confiar pois foi escrito por uma "Personal Diet"!


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Dica de Produtividade de Dan Ariely

"Escolha um alimento ou bebida que você ama, faça de seu consumo um ritual e transforme trabalhar em um projeto importante de longo prazo uma condição para se conceder este consumo excitante"

"Pick a food or drink that you love, turn consuming it into a ritual and make working on an important long-term project a condition of indulging in this exciting consumption."

Depois ele escreve como faz isso com café.  Prepara o café e só começa a beber alguns minutos depois de ter passado este tempo trabalhando num projeto importante. E continua bebendo e trabalhando até a xícara acabar. Nos EUA o pessoal toma xícaras bem grande de café. Ele mesmo diz que não funciona com expressos.

Lembro que num dos livros dele ele contou como foi fiel a um tratamento de quimioterapia. O tratamento deveria ser feito em casa, durava horas e provocava náusea e vômitos. Muitos desistiam. O que ele fazia? Ele adora cinema. Ia na locadora, alugava vários filmes, separava um balde, e começava o tratamento. O sofrimento do tratamento era compensado pelos filmes.





Fonte: Ask Ariely: On Preparing for Productivity, Manipulating Motivation, and Risking Romance

sábado, 17 de dezembro de 2016

Os problemas das competições

Terminei de ler o livro de Alfie Kohn sobre competições: No Contest.

Algumas coisas que ficaram antes de uma revisão mais aprofundada do livro:


Vencedores em competições normalmente tem autoestima baixa. Eles precisam da vitória para ter um estímulo adicional a sua autoestima. Mas este estímulo dura pouco tempo e eles vão atrás de mais. É um ciclo vicioso.

Não adianta culpar apenas os maus competidores (dopados, trapaceiros, etc) pelas coisas erradas que fazem. Metade da culpa é da estrutura. Por exemplo, Lance Armstrong foi sim um pilantra. Mas ele foi um pilantra porque a estrutura permitiu e até mesmo o convidou a ser um pilantra. E tem muitas outras pilantragens em vários outros esportes. 

Pais não deveriam ficar chateados quando seus filhos perdem uma competição. E também não devem parabenizar quando seus filhos vencem.

Perder é uma droga, mas muitos acham que competição é natural. Não é.

A maioria das diversões por aí são competições. Isto quer dizer que competir é a única forma de se divertir? Não! O livro Cooperative Games, de Terry Orlick, traz vários jogos cooperativos. E existem inúmeros livros em português sobre o tema.

Quem não gosta de competição não é porque é perdedor. Mesmo muitos vencedores não gostam das competições. Até mesmo psicólogos do esporte sugerem a atletas que não se foquem em vencer mas sim em dar o seu melhor.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O Mais Intolerante Vence: A Ditadura da Pequena Minoria


Como a Europa vai comer Halal - Por que você não tem que fumar na seção de fumantes - Suas escolhas alimentares na queda do rei da Arábia Saudita - Como evitar que um amigo trabalhar duro demais - A conversão de Omar Sharif - Como fazer um mercado entrar em colapso

O melhor exemplo que conheço que dá insights sobre o funcionamento de um sistema complexo é com a seguinte situação. Basta que uma minoria intransigente - um certo tipo de minoria intransigente - atinja um nível bem pequeno, digamos, três ou quatro por cento da população total, para que toda a população tenha que se submeter a suas preferências. Além disso, uma ilusão de ótica vem com o domínio da minoria: um observador ingênuo teria a impressão de que as escolhas e preferências são aquelas da maioria. Se parece absurdo, é porque nossas intuições científicas não são calibradas para isso (esqueça intuições científicas e acadêmicas e julgamentos rápidos; elas não funcionam e sua intelectualização padrão falha com sistemas complexos, embora não com a sabedoria de suas avós).

A idéia principal por trás de sistemas complexos é que o conjunto se comporta de maneira não prevista pelos componentes. As interações importam mais do que a natureza das unidades. Estudar formigas individuais nunca (você pode nunca com segurança para a maioria dessas situações), nunca nos dão uma idéia de como a colônia de formigas opera. Para isso, é preciso entender uma colônia de formigas como uma colônia de formigas, nem mais nem menos, não como uma coleção de formigas. Isso é chamado de propriedade "emergente" do todo, pela qual partes e todo diferem porque o que importa são as interações entre essas partes. E interações podem obedecer regras muito simples. A regra que discutimos neste capítulo é a regra da minoria.

A regra da minoria nos mostrará que tudo que é necessário é um pequeno número de pessoas virtuosas intolerantes com a pele em jogo, na forma de coragem, para que a sociedade funcione adequadamente.

Este exemplo de complexidade me atingiu, ironicamente, quando eu estava frequentando o churrasco de verão do New England Complex Systems Institute. Enquanto os anfitriões estavam arrumando a mesa e desembalando as bebidas, um amigo que estava observando e apenas consome produtos Kosher apareceu para dizer olá. Ofereci-lhe um copo desse tipo de água amarela açucarada com ácido cítrico que as pessoas às vezes chamam de limonada, quase certo de que ele iria rejeitá-lo devido a suas leis dietéticas. Ele não o fez. Ele bebeu o líquido chamado limonada, e outra pessoa Kosher comentou: "as bebidas por aqui são Kosher". Olhamos para a caixa da limonada. Havia uma letra pequena: um símbolo minúsculo, um U dentro de um círculo, indicando que era Kosher. O símbolo será detectado por aqueles que precisam saber e procuram a impressão minúscula. Quanto a outros, como eu, eu tinha falado em prosa todos esses anos sem saber, tomado bebidas Kosher sem saber que eram bebidas Kosher.


Figura 1: O recipiente de limonada com o U circundado indicando que é (literalmente) Kosher.

Criminosos com Alergias a Amendoim

Uma idéia estranha me atingiu. A população Kosher representa menos de três décimos de um por cento dos residentes dos Estados Unidos. No entanto, parece que quase todas as bebidas são Kosher. Por quê? Simplesmente porque adotar Kosher  totalmente permite que o produtor, merceeiro, restaurante, não tenha de distinguir entre Kosher e não-Kosher para bebidas, com marcadores especiais, corredores separados, inventários separados, sub-instalações diferentes de estocagem. E a regra simples que muda o total é a seguinte:

Um comedor Kosher (ou halal) nunca comerá comida não-Kosher (ou não-halal), mas um comedor não-Kosher não está proibido de comer Kosher.

Ou, reformulado em outro domínio:

Uma pessoa com deficiência não usará o banheiro regular, mas uma pessoa sem deficiência usará o banheiro para pessoas com deficiência.

Claro que, às vezes, na prática, nós hesitamos em usar o banheiro com o sinal de "pessoas portadores de deficiência" nele devido a uma confusão - confundindo a regra para este caso com a regra para carros no estacionamento, sob a crença de que o banheiro é reservado para o uso exclusivo das pessoas portadores de deficiência.

Alguém com alergia ao amendoim não vai comer produtos que tocam amendoim, mas uma pessoa sem tal alergia pode comer itens sem rastro de amendoim.

O que explica por que é tão difícil encontrar amendoim nos aviões e por que as escolas são livres de amendoim (o que, de certa forma, aumenta o número de pessoas com alergias ao amendoim pois a exposição reduzida é uma das causas por trás dessas alergias).

Vamos aplicar a regra a domínios onde ela pode ficar divertida:

Uma pessoa honesta nunca vai cometer atos criminosos, mas um criminoso vai se envolver em atos legais.

Chamemos essa minoria de um grupo intransigente, e a maioria de grupo flexível. E a regra é uma assimetria nas escolhas.

Certa vez fiz uma brincadeira com um amigo. Anos atrás, quando a Indústria do Fumo (Big Tobacco) escondia e reprimia as evidências de danos causados ​​pelo fumo passivo, Nova York tinha setores para fumantes e para não-fumantes em restaurantes (até mesmo aviões tinham, absurdamente, um setor para fumantes). Eu uma foi almoçar com um amigo vindo da Europa: o restaurante apenas tinha vagas no setor de fumantes. Eu convenci o amigo de que precisávamos comprar cigarros e de que tínhamos que fumar no setor para fumantes. Ele concordou.

Mais duas coisas. Primeiro, a geografia do terreno, ou seja, a estrutura espacial, importa um pouco; Faz uma grande diferença se os intransigentes estão em seu próprio distrito ou se são misturados com o resto da população. Se as pessoas seguindo a regra da minoria viverem em guetos, com sua pequena economia separada, então a regra da minoria não se aplicaria. Mas, quando uma população tem uma distribuição espacial uniforme, digamos que a proporção de uma tal minoria em um bairro é a mesma da aldeia, que na aldeia é a mesma do município, que no município é a mesma que no estado, e que no estado é a mesma que em todo o país, então a maioria (flexível) terá de se submeter à regra da minoria. Em segundo lugar, a estrutura de custos importa bastante. Acontece em nosso primeiro exemplo que fazer limonada compatível com leis Kosher não muda o preço por muito, não o suficiente para justificar estoques. Mas se a fabricação de limonada Kosher custasse substancialmente mais, então a regra seria enfraquecida em alguma proporção não linear para a diferença de custos. Se custasse dez vezes mais para fazer comida Kosher, então a regra da minoria não se aplicaria, exceto talvez em alguns bairros muito ricos.


(tradução em andamento -- a partir daqui apenas copiei e colei a tradução do Google Translate, sem revisão)

Os muçulmanos têm leis Kosher por assim dizer, mas estes são muito mais estreitos e se aplicam apenas à carne. Para muçulmanos e judeus têm regras de matança quase idênticas (tudo Kosher é halal para a maioria dos muçulmanos sunitas, ou era assim em séculos passados, mas o contrário não é verdade). Note-se que estas regras de matança são conduzidas pela pele no jogo, herdadas da prática grega e semítica do antigo Mediterrâneo Oriental, para adorar somente os deuses, se alguém tem pele no jogo, sacrifica carne à divindade e Coma o que resta. Os deuses não gostam de sinalização barata.
Agora considere esta manifestação da ditadura da minoria. No Reino Unido, onde a população muçulmana (praticante) é apenas de três a quatro por cento, um número muito elevado da carne que encontramos é halal. Cerca de setenta por cento das importações de cordeiro da Nova Zelândia são halal. Cerca de dez por cento da cadeia de metrô transportar halal apenas lojas (ou seja, sem carne de porco), apesar dos altos custos da perda de negócios das lojas nonpork. O mesmo acontece na África do Sul, onde, com a mesma proporção de muçulmanos, um número desproporcionalmente maior de frango é certificado Halal. Mas nos Estados Unidos e em outros países cristãos, o halal não é neutro o suficiente para atingir um nível elevado, pois as pessoas podem se rebelar contra a obediência às normas religiosas dos outros. Por exemplo, o poeta árabe cristão do sétimo século, Al-Akhtal, fez questão de nunca comer carne halal, no seu célebre poema desafiante que se gabava de seu cristianismo: "Eu não como carne sacrificial". (Al-Akhtal estava refletindo a reação cristã padrão de três ou quatro séculos antes - os cristãos foram torturados nos tempos pagãos por serem forçados a comer carne sacrificial, que eles acharam sacrílego. Muitos mártires cristãos morreram de fome).
Pode-se esperar que a mesma rejeição das normas religiosas ocorra no Ocidente à medida que crescem as populações muçulmanas na Europa.


Figura 2 Grupo de renormalização: passos um a três (início do topo): Quatro caixas contendo quatro caixas, com uma das caixas cor-de-rosa na primeira etapa, com aplicações sucessivas da regra da minoria.

Assim, a regra da minoria pode produzir uma parcela maior de alimentos halal nas lojas do que o justificado pela proporção de comedores halal na população, mas com um vento de cabeça em algum lugar porque algumas pessoas podem ter um tabu contra a comida muçulmana. Mas com algumas regras não-religiosas de Kashrut, por assim dizer, a parcela pode ser esperada converge para mais perto de cem por cento (ou algum número elevado). Nos EUA e na Europa, as empresas de alimentos "orgânicos" estão vendendo cada vez mais produtos precisamente por causa da regra da minoria e porque os alimentos comuns e não rotulados podem ser vistos por alguns como contendo pesticidas, herbicidas e organismos transgênicos geneticamente modificados, "OGMs" , Segundo eles, riscos desconhecidos. (O que chamamos de OGM neste contexto significa comida transgênica, implicando a transferência de genes de um organismo ou espécie estrangeira). Ou pode ser por algumas razões existenciais, comportamento cauteloso, ou conservadorismo burkean - alguns podem não querer se aventurar muito longe do que seus avós comeram. Rotular algo "orgânico" é uma forma de dizer que não contém nenhum OGM transgênico.

Ao promover alimentos geneticamente modificados através de todo tipo de lobby, compra de congressistas e propaganda científica aberta (com campanhas de difamação contra pessoas como a sua), as grandes empresas agrícolas acreditavam tolamente que tudo o que precisavam era ganhar a maioria. Não, idiotas. Como eu disse, seu juízo "científico" é muito ingênuo nessas decisões. Considere que os comedores transgênicos de OGM comem não-OGMs, mas não o contrário. Assim, pode ser suficiente ter um pequeno, digamos que não mais de cinco por cento da população uniformemente distribuída espacialmente de comedores não geneticamente modificados para toda a população ter que comer alimentos não-OGM. Como? Digamos que você tem um evento corporativo, um casamento, ou uma festa pródiga para comemorar a queda do regime da Arábia Saudita, a falência do banco de investimento de busca de renda Goldman Sachs, ou a injúria pública de Ray Kotcher, presidente da Ketchum a relação pública Empresa que mancha cientistas e denunciantes científica em nome de grandes corporações. Você precisa enviar um questionário perguntando se as pessoas comem ou não comem OGMs transgênicos e reservam refeições especiais de acordo? Não. Você apenas seleciona tudo o que não é GMO, desde que a diferença de preço não seja conseqüencial. E a diferença de preço parece ser pequena o suficiente para ser insignificante como (perecíveis) os custos dos alimentos na América são em grande parte, cerca de oitenta ou noventa por cento, determinado pela distribuição e armazenamento, não o custo a nível agrícola. E como os alimentos orgânicos (e designações como "natural") está em maior demanda, a partir da regra da minoria, os custos de distribuição diminuem eo governo minoritário acaba acelerando em seu efeito.
Big Ag (as grandes empresas agrícolas) não perceberam que este é o equivalente a entrar em um jogo em que um precisava não apenas ganhar mais pontos do que o adversário, mas ganhar noventa e sete por cento do total de pontos apenas para ser seguro. É estranho, mais uma vez, ver o Big Ag que gastou centenas de milhões de dólares em pesquisas e campanhas de difamação, com centenas desses cientistas que se consideram mais inteligentes do que o restante da população, perde um ponto tão elementar sobre a assimetria Escolhas.

Outro exemplo: não acho que a propagação de carros de mudança automática é necessariamente devido à maioria dos motoristas inicialmente preferindo automática; Pode ser apenas porque aqueles que podem dirigir turnos manuais sempre podem dirigir automática, mas o recíproco não é verdade [1].

O método de análise empregado aqui é chamado de grupo de renormalização, um poderoso aparelho em física matemática que nos permite ver como as coisas aumentam (ou para baixo). Vamos examiná-lo em seguida - sem a matemática.

Grupo de Renormalização


A Figura 2 mostra quatro caixas exibindo o que é chamado auto-similaridade fractal. Cada caixa contém quatro caixas menores. Cada uma das quatro caixas conterá quatro caixas, e assim todo o caminho para baixo, e todo o caminho até chegar a um certo nível. Existem duas cores: amarelo para a escolha da maioria, e rosa para a minoria.

Suponha que a unidade menor contém quatro pessoas, uma família de quatro pessoas. Um deles está na minoria intransigente e come apenas alimentos não-OMG (que inclui orgânicos). A cor da caixa é rosa e os outros amarelos. Nós "renormalize uma vez" como nós movemo-nos para cima: a filha stubborn controla impor sua régua nos quatro ea unidade é agora toda cor-de-rosa, isto é, opt para nonGMO. Agora, passo três, você tem a família indo para uma festa de churrasco com a presença de três outras famílias. Como eles são conhecidos apenas para comer nonGMO, os convidados vão cozinhar apenas orgânicos. A mercearia local percebendo o bairro é apenas não-GMO muda para nonGMO para simplificar a vida, que afeta o atacadista local, e as histórias continua e "renormaliza".
Por alguma coincidência, na véspera do churrasco de Boston, eu estava flanando em Nova York, e caí no escritório de um amigo que eu queria evitar de trabalhar, ou seja, participar de uma atividade que, quando abusada, causa a perda de energia mental Clareza, além de má postura e perda de definição nos traços faciais. O físico francês Serge Galam passou a visitar e escolheu o escritório do amigo para matar o tempo. Galam foi o primeiro a aplicar essas técnicas de renormalização às questões sociais e à ciência política; Seu nome era familiar, pois ele é o autor do livro principal sobre o assunto, que então estava sentado há meses em uma caixa fechada da Amazônia no meu porão. Ele me apresentou a sua pesquisa e me mostrou um modelo de computador de eleições pelo qual basta que uma minoria exceda um certo nível para que suas escolhas prevalecessem.

Assim, a mesma ilusão existe nas discussões políticas, difundidas pelos "cientistas" políticos: você acha que, porque alguns partidos de extrema direita ou de esquerda têm, digamos, o apoio de dez por cento da população que seu candidato receberia dez por cento dos votos . Não: estes eleitores de linha de base devem ser classificados como "inflexíveis" e sempre votarão na sua facção. Mas alguns dos eleitores flexíveis também podem votar para essa facção extrema, assim como as pessoas não kosher podem comer Kosher, e essas pessoas são as únicas a prestar atenção, pois podem aumentar o número de votos para o partido extremo. Os modelos de Galam produziram uma série de efeitos contra-intuitivos na ciência política - e suas previsões revelaram-se mais próximas dos resultados reais do que o consenso ingênuo.

O Veto

O fato de que vimos do grupo de renormalização o efeito de "veto" como uma pessoa em um grupo pode orientar escolhas. Rory Sutherland sugeriu que isso explica por que algumas cadeias de fast-food, como o McDonald prosperam, não porque eles oferecem um grande produto, mas porque eles não são vetados em um determinado grupo sócio-econômico e por uma pequena proporção de pessoas nesse grupo em que. Para colocá-lo em termos técnicos, foi a melhor divergência de pior caso em relação às expectativas: uma menor variância e uma média mais baixa.
Quando há poucas opções, McDonald's parece ser uma aposta segura. É também uma aposta segura em lugares obscuros com poucos regulares onde a variação da comida da expectativa pode ser conseqüencial - eu estou escrevendo estas linhas na estação de trem central de Milão e como ofensivo como pode ser a um visitante de longe, McDonald é um de Os poucos restaurantes lá. 

Chocantemente, vê-se os italianos lá procurando refúgio de uma refeição arriscada.

Pizza é a mesma história: é comumente aceito comida e fora de uma festa extravagante ninguém será culpado por encomendá-lo.

Rory escreveu-me sobre a assimetria cerveja-vinho e as escolhas feitas para festas: "Uma vez que você tem dez por cento ou mais mulheres em uma festa, você não pode servir apenas cerveja. Mas a maioria dos homens beberá vinho. Então você só precisa de um conjunto de óculos se você servir apenas o vinho - o doador universal, para usar a linguagem dos grupos sanguíneos. "
Esta estratégia do melhor limite inferior poderia ter sido desempenhada pelos Khazars que procuram escolher entre o Islã, o Judaísmo eo Cristianismo. A lenda diz que três delegações de alto escalão (bispos, rabinos e xeques) vieram fazer o discurso de vendas. Eles perguntaram aos cristãos: se você fosse forçado a escolher entre o judaísmo e o islã, qual deles escolheria? Judaísmo, eles responderam. Então eles perguntaram ao muçulmano: qual dos dois, o cristianismo ou o judaísmo. Judaísmo, disse o muçulmano. Judaim era e a tribo se converteu.

Língua Franca

Se uma reunião estiver ocorrendo na Alemanha, na sala de conferência teutônica de uma empresa que é suficientemente internacional ou europeu, e uma das pessoas na sala não fala alemão, toda a reunião será realizada em ... Inglês, o Marca de inelegant Inglês usado em corporações em todo o mundo. Dessa forma, eles também podem ofender seus ancestrais teurônicos e a língua inglesa [2]. Tudo começou com a regra assimétrica que aqueles que não são nativos em Inglês sabe (ruim) Inglês, mas o contrário (Inglês falantes sabendo outras línguas) é menos provável. O francês era suposto ser a linguagem da diplomacia como funcionários públicos provenientes de fundo aristocrático usou-lo - enquanto seus compatriotas mais vulgares envolvidos no comércio se baseava em Inglês. Na rivalidade entre as duas línguas, o inglês ganhou como o comércio cresceu para dominar a vida moderna; A vitória não tem nada a ver com o prestígio da França ou com os esforços de seus servidores públicos em promover sua mais ou menos bela linguagem latinizada e lógicamente soletrada sobre o ortograficamente confuso dos comedores de carnes de carne trans-Channel.

Podemos assim ter alguma intuição sobre como o surgimento de línguas lingua franca pode vir de regras minoritárias - e esse é um ponto que não é visível para os linguistas. Aramaico é uma língua semítica que sucedeu Canaanite (isto é, Phoenician-Hebrew) no Levante e se assemelha árabe; Era a língua que Jesus Cristo falava. A razão pela qual chegou a dominar o Levante eo Egito não é por causa de qualquer poder semítico imperial particular ou o fato de que eles têm narizes interessantes. Os persas - que falam uma língua indo-européia - difundiram o aramaico, a língua da Assíria, da Síria e da Babilônia. Os persas ensinavam aos egípcios uma língua que não era sua. Simplesmente, quando os persas invadiram a Babilônia, encontraram uma administração com escribas que só podiam usar o aramaico e não conhecer o persa, de modo que o aramaico se tornou a língua do estado. Se o seu secretário só pode tomar ditado em aramaico, Aramaic é o que você vai usar. Isto levou à estranheza do aramaico sendo usado na Mongólia, como registros foram mantidos no alfabeto sírio (Syriac é o dialeto oriental do aramaico). E séculos mais tarde, a história se repetiria em sentido inverso, com os árabes usando o grego em sua administração inicial nos séculos sétimo e oitavo. Pois durante a era helenística, o grego substituiu o aramaico como lingua franca no Levante, e os escribas de Damasco mantiveram seus registros em grego. Mas não foram os gregos que espalharam o grego em torno do Mediterrâneo - Alexandre (ele mesmo não grego, mas macedônio e falou grego como segunda língua, não discuta isso com um grego como enfurece-los) não levou a uma profunda helenização cultural profunda. Foram os romanos que aceleraram a propagação do grego, como eles usaram em sua administração através do império oriental.

Um amigo canadense canadense de Montreal, Jean-Louis Rheault, comentou o seguinte, lamentando a perda de linguagem dos canadenses franceses fora das áreas estritamente provinciais. Ele disse: "No Canadá, quando dizemos bilíngüe, é falando inglês e quando dizemos" falando francês ", ele se torna bilíngüe".


A Rua de Mão Única das Religiões

Da mesma forma, a disseminação do Islã no Oriente Próximo, onde o cristianismo estava fortemente entrincheirado (nasceu lá), pode ser atribuída a duas assimetrias simples. Os governantes islâmicos originais não estavam particularmente interessados ​​em converter cristãos, já que estes lhes proporcionavam receitas fiscais - o proselitismo do Islã não abordava aqueles chamados "pessoas do livro", isto é, indivíduos da fé de Abraão. Na verdade, meus antepassados ​​que sobreviveram treze séculos sob o domínio muçulmano viu vantagens em não ser muçulmano: principalmente na evitação do recrutamento militar.

As duas regras assimétricas foram as seguintes. Primeiro, se um homem não-muçulmano sob o domínio do Islã se casa com uma mulher muçulmana, ele precisa se converter ao Islã - e se os pais de uma criança forem muçulmanos, a criança será muçulmana. Em segundo lugar, tornar-se muçulmano é irreversível, como a apostasia é o crime mais pesado sob a religião, sancionada pela pena de morte. O famoso ator egípcio Omar Sharif, nascido Mikhael Demetri Shalhoub, era de origem cristã libanesa. Ele se converteu ao Islã para se casar com uma famosa atriz egípcia e teve de mudar seu nome para um árabe. Mais tarde se divorciou, mas não voltou à fé de seus ancestrais.

Sob estas duas regras assimétricas, pode-se fazer simulações simples e ver como um pequeno grupo islâmico que ocupa o Egito cristão (copta) pode levar, ao longo dos séculos, a uma pequena minoria dos coptas. Tudo o que se precisa é de uma pequena taxa de casamentos inter-religiosos. Da mesma forma, pode-se ver como o judaísmo não se difunde e tende a permanecer na minoria, pois a religião tem regras opostas: a mãe é obrigada a ser judaica, fazendo com que os casamentos inter-religiosos deixem a comunidade. Uma assimetria ainda maior do que a do judaísmo explica o esgotamento no Oriente Próximo de três religiões gnósticas: os drusos, os eziditas e os mandeos (as religiões gnósticas são aquelas com mistérios e conhecimento que são tipicamente acessíveis apenas a uma minoria de anciãos, com O resto dos membros no escuro sobre os detalhes da fé). Ao contrário do Islã que exige que os pais sejam muçulmanos, eo Judaísmo que pede pelo menos a mãe para ter a fé, estas três religiões exigem que ambos os pais sejam da fé, caso contrário a pessoa diz toodaloo para a comunidade.

O Egito tem um terreno plano. A distribuição da população apresenta misturas homogêneas, o que permite a renormalização (isto é, permite que a regra assimétrica prevaleça) -, vimos anteriormente no capítulo que, para que as regras Kosher funcionassem, precisava-se que os judeus estivessem um pouco espalhados por todo o país. Mas em lugares como o Líbano, a Galiléia e a Síria do norte, com terreno montanhoso, os cristãos e outros muçulmanos não sunitas permaneceram concentrados. Os cristãos não sendo expostos aos muçulmanos, não experimentaram casamentos mistos.

Os coptas do Egito sofriam de outro problema: a irreversibilidade das conversões islâmicas. Muitos coptas durante a dominação islâmica converteram-se ao Islã quando era meramente um procedimento administrativo, algo que ajuda a conseguir um emprego ou lidar com um problema que requer a jurisprudência islâmica. Não é preciso realmente acreditar nisso, já que o Islã não entra em conflito com o cristianismo ortodoxo. Pouco a pouco, uma família cristã ou judaica com a conversão do estilo marrano torna-se verdadeiramente convertida, uma vez que, algumas gerações depois, os descendentes esquecem o arranjo de seus ancestrais.

Assim, todo o Islã fez foi out-teimoso cristianismo, que ganhou por sua própria teimosia. Pois, antes do Islã, a propagação original do cristianismo no império romano pode ser amplamente visto devido à ... a intolerância cega dos cristãos, a sua recalcitativa incondicional, agressiva e proselitista. Os pagãos romanos eram inicialmente tolerantes aos cristãos, como a tradição era compartilhar deuses com outros membros do império. Mas eles se perguntavam por que esses nazarenos não queriam dar e receber deuses e oferecer aquele companheiro de Jesus ao panteão romano em troca de outros deuses. O que, nossos deuses não são bons o suficiente para eles? Mas os cristãos eram intolerantes ao paganismo romano. As "perseguições" dos cristãos tinham muito mais a ver com a intolerância dos cristãos com o panteão e os deuses locais do que com o contrário. O que lemos é a história escrita pelo lado cristão, não a greco-romana. [4]

Sabemos muito pouco sobre o lado romano durante a ascensão do cristianismo, como hagiografias dominaram o discurso: temos, por exemplo, a narrativa da mártir Santa Catarina, que continuou a conversão de seus carcereiros até que ela foi decapitada, exceto que ... ela pode nunca ter existia. Há infinitas histórias de mártires cristãos e santos - mas muito pouco sobre o outro lado, os heróis pagãos. Tudo o que temos é o pouco que sabemos sobre a reversão ao cristianismo durante a apostasia do imperador Juliano e os escritos de seu séquito de pagãos sírio-gregos como Libanius Antiochus. Julian tinha tentado voltar em vão ao Paganismo Antigo: era como tentar manter um balão debaixo de água. E não era porque a maioria era pagã como h


Impondo Virtude aos Outros


Essa idéia de unilateralidade pode nos ajudar a desmentir mais alguns equívocos. Como os livros são proibidos? Certamente não porque eles ofendem a pessoa média - a maioria das pessoas é passiva e realmente não se importam, ou não se importam o suficiente para pedir a proibição. Parece que, a partir de episódios passados, tudo o que é necessário são alguns ativistas (motivados) para a proibição de alguns livros, ou a lista negra de algumas pessoas. O grande filósofo e lógico Bertrand Russell perdeu seu emprego na City University de Nova York devido a uma carta de uma mãe irritada - e teimosa - que não queria ter sua filha na mesma sala que o sujeito com estilo de vida dissoluto e idéias rebeldes . [5]

O mesmo parece aplicar-se a proibições - pelo menos a proibição do álcool nos Estados Unidos que levou a histórias interessantes da máfia.

Suponhamos que a formação de valores morais na sociedade não provém da evolução do consenso. Não, é a pessoa mais intolerante que impõe virtude aos outros precisamente por causa dessa intolerância. O mesmo pode aplicar-se aos direitos civis.

Uma visão de como os mecanismos da religião e da transmissão da moral obedecem às mesmas dinâmicas de renormalização como leis alimentares - e como podemos mostrar que a moralidade é mais provável que seja algo imposto por uma minoria. Vimos anteriormente no capítulo a assimetria entre obedecer e quebrar regras: um sujeito cumpridor da lei (ou respeitador de regras) sempre segue as regras, mas um criminoso ou alguém com conjuntos de princípios mais flexíveis nem sempre quebra as regras. Da mesma forma, discutimos os fortes efeitos assimétricos das leis dietéticas halal. Vamos fundir os dois. Acontece que, no árabe clássico, o termo halal tem um oposto: haram. Violar regras legais e morais - qualquer regra - é chamado de haram. É exatamente o mesmo interdito que governa a ingestão de alimentos e todos os outros comportamentos humanos, como dormir com a esposa do vizinho, emprestar com juros (sem participar do lado negativo do mutuário) ou matar um senhorio por prazer. Haram é haram e é assimétrico.

A partir disso podemos ver que, uma vez estabelecida uma regra moral, basta ter uma pequena minoria intransigente de seguidores geograficamente distribuídos para ditar a norma na sociedade. A triste notícia, como veremos no próximo capítulo, é que uma pessoa que olha para a humanidade como um agregado pode acreditar equivocadamente que os seres humanos estão espontaneamente se tornando mais moral, melhor, mais gentil, têm melhor respiração, quando se aplica apenas a um pequeno Proporção da humanidade.

A Estabilidade da Regra das Minorias, Um Argumento Probabilístico


Um argumento probabilístico a favor da regra minoritária que ditava os valores da sociedade é o seguinte. Onde quer que você olhe através das sociedades e das histórias, tende a encontrar as mesmas leis morais gerais que prevalecem, com algumas, mas não significativas variações: não roube (pelo menos não dentro da tribo); Não caçam órfãos de prazer; Não gratuitamente espancar os transeuntes para o treinamento, use em vez de sacos de boxe (a menos que você é espartano e mesmo assim você só pode matar um número limitado de helotas para fins de treinamento), e interdições semelhantes. E podemos ver essas regras evoluindo ao longo do tempo para se tornarem mais universais, expandindo para um conjunto mais amplo, para incluir progressivamente escravos, outras tribos, outras espécies (animais, economistas), etc. E uma propriedade dessas leis: elas são negras e -blancos, binários, discretos e não permitem sombra. Você não pode roubar "um pouco" ou assassinar "moderadamente". Você não pode manter Kosher e comer "apenas um pouco" de porco no domingo churrascos.

Agora seria muito mais provável que esses valores surgissem de uma minoria que a maioria. Por quê? 

Tome as duas teses seguintes:

Os resultados são paradoxalmente mais estáveis ​​sob a regra da minoria - a variância dos resultados é menor ea regra é mais provável que surja de forma independente entre as populações.

O que emerge da regra da minoria é mais provável ser preto e branco.

Um exemplo. Considere que uma pessoa má quer envenenar o coletivo colocando algum produto em latas de refrigerante. Ele tem duas opções. O primeiro é o cianeto, que obedece a uma regra de minoria: uma gota de veneno (maior que um pequeno limiar) torna o líquido inteiro venenoso. O segundo é um veneno de "maioria"; Ele requer mais da metade do líquido para ser venenoso, a fim de matar. Agora olhe para o problema inverso, uma coleção de pessoas mortas depois de um jantar, e você precisa investigar a causa. O local Sherlock Holmes afirmaria que condicional ao resultado que todas as pessoas que bebem a soda ter sido morto, o homem mal optou pela primeira opção não a segunda. Simplesmente, a regra da maioria leva a flutuações em torno da média, com uma alta taxa de sobrevivência.

O caráter preto-e-branco dessas leis societárias pode ser explicado com o seguinte. Suponha que sob um determinado regime, quando você mistura branco e azul escuro em várias combinações, você não obter variações de azul claro, mas azul escuro. Tal regime é muito mais provável de produzir azul escuro do que outra regra que permite mais tons de azul.

O Paradoxo de Popper


Enquanto escrevo essas linhas, as pessoas estão discutindo se a liberdade do Ocidente iluminado pode ser prejudicada pelas políticas intrusivas que seriam necessárias para combater os fundamentalistas salafistas.

É claro que a democracia - por definição a maioria - pode tolerar inimigos? A questão é a seguinte: "Você concordaria em negar a liberdade de expressão a todos os partidos políticos que têm em sua carta a proibição da liberdade de expressão?" Vamos dar um passo adiante: "Se uma sociedade que optou por ser tolerante Intolerante com a intolerância? "

Esta é de fato a incoerência que Kurt Gödel (o grande mestre do rigor lógico) detectou na constituição ao fazer o exame de naturalização. A lenda diz que Gödel começou a discutir com o juiz e Einstein, que foi sua testemunha durante o processo, salvou-o.

Eu escrevi sobre pessoas com falhas lógicas me perguntando se alguém deveria ser "cético sobre ceticismo"; Eu usei uma resposta semelhante como Popper quando foi perguntado se "um poderia falsificar falsificação".

Podemos responder a esses pontos usando a regra da minoria. Sim, uma minoria intolerante pode controlar e destruir a democracia. Na verdade, como vimos, acabará por destruir nosso mundo.
Então, precisamos ser mais do que intolerantes com algumas minorias intolerantes. Não é permitido usar "valores americanos" ou "princípios ocidentais" no tratamento do salafismo intolerante (que nega o direito de outros povos de ter sua própria religião). O Ocidente está atualmente no processo de cometer suicídio.

A Irreverência dos Mercados e da Ciência

Agora considere os mercados. Podemos dizer que os mercados não são a soma dos participantes no mercado, mas as mudanças de preços refletem as atividades do comprador e do vendedor mais motivados. Sim, as regras mais motivadas. Na verdade, isso é algo que apenas os comerciantes parecem entender: por que um preço pode cair em dez por cento por causa de um único vendedor. Tudo que você precisa é um vendedor teimoso. Os mercados reagem de forma desproporcional ao ímpeto. Os mercados de ações totais representam atualmente mais de trinta trilhões de dólares, mas uma única ordem em 2008, apenas cinqüenta bilhões, ou seja, menos de dois décimos de um por cento do total, fez com que caísse perto de dez por cento, causando perdas de cerca de três trilhão. Era uma ordem ativada pelo Banco Parisiense Société Générale que descobriu uma aquisição oculta por um comerciante desonestos e queria reverter a compra. Por que o mercado reagiu tão desproporcionalmente? Porque a ordem era unidirecional - stubborn - havia o desejo vender mas nenhuma maneira mudar uma mente. Meu ditado pessoal é:

O mercado é como um grande cinema com uma pequena porta.

E a melhor maneira de detectar um otário (diga o jornalista de finanças usual) é para ver se o seu foco é sobre o tamanho da porta ou sobre o do teatro. Os stampedes acontecem nos cinemas, dizem quando alguém grita "fogo", porque aqueles que querem estar fora não querem permanecer dentro, exatamente a mesma incondicionalidade que nós vimos com observância Kosher.

A ciência age da mesma forma. Voltaremos mais tarde com uma discussão sobre como a regra da minoria está por trás da abordagem de Karl Popper para a ciência. Mas vamos agora discutir o mais divertido Feynman. O que você se importa com o que as outras pessoas pensam? É o título de um livro de anedotas do grande Richard Feynman, o cientista mais irreverente e brincalhão de sua época. Como se reflete no título do livro, Feynman transmite nele a idéia da irreverência fundamental da ciência, agindo por meio de um mecanismo semelhante à assimetria Kosher. Como? Ciência não é a soma do que os cientistas pensam, mas exatamente como com os mercados, um procedimento que é altamente distorcida. Uma vez que você debunk algo, é agora errado (que é como a ciência opera, mas vamos ignorar disciplinas como a economia e ciência política que são mais como entretenimento pomposo). Se a ciência operasse por consenso maioritário, estaria ainda preso na Idade Média e Einstein teria terminado quando ele começou, um funcionário de patentes com hobbies laterais infrutíferos.

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Alexander disse que era preferível ter um exército de ovelhas conduzidas por um leão para um exército de leões liderados por uma ovelha. Alexandre (ou, sem dúvida, aquele que produziu este provável apócrifo) compreendeu o valor da minoria ativa, intolerante e corajosa. Aníbal aterrorizou Roma por uma década e meia com um minúsculo exército de mercenários, vencendo vinte e duas batalhas contra os romanos, batalhas nas quais ele era superado em número por vez. Ele foi inspirado por uma versão dessa máxima. Na batalha de Cannae, ele comentou com Gisco que se queixava de que os cartagineses eram superados em número pelos romanos: "Há uma coisa que é mais maravilhosa do que seus números ... em todo esse número não há um homem chamado Gisgo". [Eu]

Unus sed leo: apenas um, mas um leão.

Este grande retorno da coragem teimosa não é apenas nas forças armadas. Todo o crescimento da sociedade, seja econômico ou moral, vem de um pequeno número de pessoas. Então, fechamos este capítulo com uma observação sobre o papel da pele no jogo na condição de sociedade. A sociedade não evolui por consenso, votação, maioria, comitês, reuniões verbosas, conferências acadêmicas e pesquisas; Apenas algumas pessoas são suficientes para mover desproporcionalmente a agulha. Tudo o que precisamos é de uma regra assimétrica em algum lugar. E a assimetria está presente em tudo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Devemos dar mais dinheiro para os grandes ou para os pequenos?


Por incrível que pareça, esta discussão se aplica também a universidades americanas.

No caso, está se falando de doações milionárias que ricaços americanos fazem.

Neste podcast, Malcolm Gladwell argumenta (e me convenceu) que no caso americano o mais inteligente no momento é que estes filantropos doem seu dinheiro para pequenas universidades e não para os MITs, Harvards, Stanfords...

Ele conta a estória de Hank Rowan, que doou 100 milhões de dólares para uma pequena universidade em New Jersey: Glassboro State University, hoje Rowan University.

A ideia é que a sociedade é como um jogo de futebol, onde o mais importante para obter vitórias é a qualidade do seu pior jogador e não a qualidade do seu melhor jogador. De nada adianta ter um Messi se você tiver um péssimo zagueiro. A sociedade não é como o basquete, onde um jogador excepcional praticamente garante as vitórias.

Como seria no caso do Brasil?

O link para o podcast completo, disponível em várias plataformas, está em http://revisionisthistory.com/episodes/06-my-little-hundred-million


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O motorista-mané

Como pedestre e motorista, muitas vezes observamos absurdos.

Seguindo um pouco o exemplo deste vídeo (Adam Ruins Everything - Why Jaywalking Is a Crime), por que não dar um nome adequado a quem comete faltas de trânisto que têm consequências, ou se expressa como se a sociedade devesse viver em função dos carros?


O motorista-mané comete um ou mais dos deslizes abaixo regularmente:
  • Pára em cima da faixa de pedestre.
  • Trafega acima do limite de velocidade.
  • Reclama da criação de ciclovias.
  • Reclama da redução de velocidade nas vias.
  • Reclama dos radares que multam quem trafega acima do limite de velocidade.
  • Cola no carro da frente e buzina quando acha que este está lento (por estar dentro do limite de velocidade).
  • Reclama de ruas onde é proibido estacionar.
  • Tenta estacionar sempre bem próximo do local para onde vai, mesmo que isso atrapalhe o trânsito.
  • Passa no sinal vermelho.
  • Passa no sinal amarelo acelerando, quando seria perfeitamente possível parar.
  • Não respeita o limite de distância do ciclista quando não tem ciclovia.
  • Buzina quando o sinal abre para quem está na frente andar logo. 
  • Faz conversão sem sinalizar.
  • Sinaliza com farol alto quando o carro da frente trafega no limite da velocidade permitida.
  • Pára em fila dupla.
  • Ocupa duas vagas estacionamento. 
Algum item adicional para a lista?